quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Sacerdotisa de Avalon


Livro: A Sacerdotisa de Avalon
Autora: Marion Zimmer Bradley e Diana L. Paxton
Ano: 2000 (EUA) – 2002 (BRA)
Gênero: Fantasia, Romance Histórico.

Iniciado por Marion Zimmer Bradley e concluído por Diana L. Paxton (com quem teve várias colaborações em seus projetos), A Sacerdotisa de Avalon é um livro que mistura a magia da terra de Avalon com os acontecimentos históricos ocorridos na Europa, dessa vez atravessando as terras da Bretanha e indo até Hierosolyma (uma terra que hoje é conhecida como Jerusalém).
O livro conta a história de Helena, mãe do imperador Constantino, que no livro, em Avalon recebe um nome bretão, sendo chamada de Eilan. A Sacerdotisa de Avalon relata o momento do nascimento de Eilan até a sua velhice, contando sua instrução e iniciação em Avalon, sua descoberta dos Mistérios e como ela conheceu Constantius, com quem viveu parte de sua vida e teve seu único filho, Constantino.
Boa parte do livro é baseada em fatos históricos reais, ou seja, durante a leitura você vai tendo uma aula peculiar de sobre o inicio do império de Constantino. Ele também conta como o cristianismo deu lugar às antigas religiões pagãs de Roma e de outras regiões, que posteriormente chegaram a Bretanha.
Alem de ser um livro de ficção com bases históricas, A Sacerdotisa de Avalon revela várias reflexões que são aos poucos mostradas ao leitor, nos fazendo pensar sobre o que é realmente a religião, seu poder sobre as outras pessoas e o quanto ela pode ser útil na arte de governar. Ele também fala sobre o significado da espiritualidade e sobre estar em contato com a natureza, com a Deusa, mas também estabelecendo uma relação com o Deus cristão, sobre o poder da fé e da união.
Como já li outros livros da autora, eu conhecia seu método de escrita e os temas abordados, e tenho que admitir que sou um admirador de M. Z. Bradley. Aqui você não vai encontrar ação e nem muita aventura. Romance? Talvez, mas esse não é assunto principal do livro, e sim a busca da compreensão de si mesmo, do seu propósito aqui.
Outro objetivo do livro é retratar o processo pelo qual a Europa (principalmente a Bretanha) passou ao deixar as várias religiões pagãs para trás e viver a nova fé cristã. Observar como essa mudança alterou vários povos, unificou os reinos e manteve o controle durante tanto tempo é interessante ao ler não só este livro, mas alguns outros da Saga de Avalon.
Capa do livro nos EUA
O estilo de narrativa contribui muito para deixar a leitura mais agradável, e eu tenho que dizer que Bradley sabia escrever, e muito bem. Sua leitura é envolvente e bastante estimulante, sem passar muito tempo narrando coisas que não fazem muito sentido. Mas tem um detalhe, os temas abordados nos livros são bem seletivos, delimitando assim o número de leitores. Isso acontece por que o livro tem muitas referências históricas, de batalhas a acordos religiosos indo até certos cultos e festividades pagãs que podem fazer alguns leitores franzirem o cenho.
Em Resumo, o livro é muito bom, cheio de espiritualidade sem tirar o pé do chão, o que quer dizer que é uma das minhas histórias favoritas. Com um tema inteligente e percepções realistas que te fazem questionar como a religião pode influenciar uma nação, mas também se perguntar como uma única ação pode afetar a vida de muitas pessoas.

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