Filme:
Chicago
Ano:
2002
Diretor:
Rob Marshall
Roteiro:
Bill Condon
Trilha
Sonora: John Kander (música) e Fred Ebb (letra) com participação de Danny
Elfman
Gênero: Comédia, Musical,
Drama, Crime
Elenco: Renée Zellweger,
Catherine Zeta-Jones, Richard Gere, John C. Reilly, Queen Latifah, Taye Diggs,
Dominic West, Christine Baranski, Mýa Harrison, Lucy Liu.
O que acontece quando um nome brilha
mais do que o próprio projeto antes mesmo dele ser criado? É o que você vê em Chicago!
Ocupando a 12ª posição da lista dos 25
maiores musicais da história do cinema americano, Chicago levou nada menos do que seis estatuetas do Oscar na
premiação em 2003, incluindo a categoria de Melhor Filme do Ano. Antes de ir
para as telas do cinema, Chicago foi
uma peça musical escrita por Fred Ebb e Bob Fosse, que levava o mesmo nome e
teve sua primeira produção em 1975. Essa peça por sua vez é também inspirada em
outra peça, novamente levando o nome Chicago
a sua obra, que foi originalmente escrita pela jornalista Maurine Dallas
Watkins, A peça original foi baseada na história real do caso de duas mulheres
que ganharam a fama após serem acusadas de assassinato e posteriormente
absolvidas. Maurine, como jornalista, acompanhou o caso.
O filme conta a história de Roxie Hart (interpretada
por Renée Zellweger, uma mulher que sonha em ser uma famosa cantora, mas ao
tentar tornar seu sonho realidade só consegue se enrolar cada ver mais), e Velma
Kelly (interpretada por Catherine Zeta-Jones, uma estrela de Vaudeville que
mata o marido adultero e sua amante, que também era sua irmã e parceira nas
apresentações). Agora, como elas se encontram? Roxie traia o marido com um
homem chamado Fred, com quem ela achava que teria chances de conseguir contatos
para seguir sua carreira de cantora, mas na verdade ele havia mentido para ter
relações sexuais com ela. Deprimida, Roxie o mata, e acaba indo então para a
penitenciaria feminina, onde por fim conhece Velma.
![]() |
| Roxie pensando que é uma Superstar. |
Na cadeia, com a ajuda da supervisora
“Mama” Morton (Queen Latifah) e o dinheiro do absurdamente bobo marido, Amos
(John C. Railly), Roxie consegue contratar Billy Flinn (Richard Gere), um
renomado advogado de defesa de Chicago, para defendê-la e conseguir sua
liberdade. Enquanto isso. Velma, ao ver que status nos manchetes está sendo
esquecido, percebe que isso quer dizer que sua própria fama está sendo perdida,
assim ela não poderia sair tão rápido da cadeia e nem tornaria a ser famosa, e
para não perder isso tenta se aliar a Roxie (que no inicio havia humilhado)
para não ser esquecida. Roxie e Velma não são nem de longe amigas no filme,
elas estão apenas se importando com seus próprios interesses.
Eu não costumo exigir muito da história
de musicais, porque acredito que eu acabaria me decepcionando. Mas ao ver o
filme eu tive uma surpresa, sua história é muito interessante, e o modo como as
músicas foram acrescentadas melhoram ainda mais o seu potencial.
Funciona basicamente da seguinte forma:
Enquanto a cena se desenrola ou os pensamentos das personagens vão sendo
mostrados, junto com essas partes vem um número musical, que é sempre
apresentado em um palco, como uma peça ao vivo. Ou seja, nem sempre a música é
exatamente real e sim um plano de fundo para a cena em questão.
Chicago
possui uma trilha sonora maravilhosa, com músicas que realmente tiram o fôlego,
só em alguns momentos tiveram músicas mais “mornas”, o que torna o filme um
pouco cansativo em alguns momentos, e a voz do Richard Gere não contribuiu
muito para tornar certas canções interessantes, mas ainda sim dou destaque a
sua performance como controlador da marionete Roxie.
Minhas cenas favoritas? Eu destaco a
cena com a música “Cell Block Tango”, com as garotas do presídio que também
cometeram assassinato; o breve momento em que Lucy Liu aparece no filme como
Kitty Baxter: e por fim o momento em que Hunyak (Ekaterina Chtchelkanova) é
executada. Em fim, o filme é muito bom, e um musical com uma história
aceitável, o que me surpreendeu ainda mais, por isso não posso deixar de
recomendar este filme.
O ponto forte do filme é ver como sua
trama se desenrola (ou se enrola, dependendo do ponto de vista), pois ele tem
algumas reviravoltas, alguns problemas que os personagens têm que se esquivar.
E o mais importante, o modo como as músicas se entrelaçam com as cenas torando
algo simples um carro alegórico.
Veja aqui o trailer do filme:


.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixa aqui um comentário!