domingo, 8 de julho de 2012

Chicago - Filme (2002)


Filme: Chicago
Ano: 2002
Diretor: Rob Marshall
Roteiro: Bill Condon
Trilha Sonora: John Kander (música) e Fred Ebb (letra) com participação de Danny Elfman
Gênero: Comédia, Musical, Drama, Crime
Elenco: Renée Zellweger, Catherine Zeta-Jones, Richard Gere, John C. Reilly, Queen Latifah, Taye Diggs, Dominic West, Christine Baranski, Mýa Harrison, Lucy Liu.


O que acontece quando um nome brilha mais do que o próprio projeto antes mesmo dele ser criado? É o que você vê em Chicago!
Ocupando a 12ª posição da lista dos 25 maiores musicais da história do cinema americano, Chicago levou nada menos do que seis estatuetas do Oscar na premiação em 2003, incluindo a categoria de Melhor Filme do Ano. Antes de ir para as telas do cinema, Chicago foi uma peça musical escrita por Fred Ebb e Bob Fosse, que levava o mesmo nome e teve sua primeira produção em 1975. Essa peça por sua vez é também inspirada em outra peça, novamente levando o nome Chicago a sua obra, que foi originalmente escrita pela jornalista Maurine Dallas Watkins, A peça original foi baseada na história real do caso de duas mulheres que ganharam a fama após serem acusadas de assassinato e posteriormente absolvidas. Maurine, como jornalista, acompanhou o caso.


O filme conta a história de Roxie Hart (interpretada por Renée Zellweger, uma mulher que sonha em ser uma famosa cantora, mas ao tentar tornar seu sonho realidade só consegue se enrolar cada ver mais), e Velma Kelly (interpretada por Catherine Zeta-Jones, uma estrela de Vaudeville que mata o marido adultero e sua amante, que também era sua irmã e parceira nas apresentações). Agora, como elas se encontram? Roxie traia o marido com um homem chamado Fred, com quem ela achava que teria chances de conseguir contatos para seguir sua carreira de cantora, mas na verdade ele havia mentido para ter relações sexuais com ela. Deprimida, Roxie o mata, e acaba indo então para a penitenciaria feminina, onde por fim conhece Velma.
Roxie pensando que é uma Superstar.
Na cadeia, com a ajuda da supervisora “Mama” Morton (Queen Latifah) e o dinheiro do absurdamente bobo marido, Amos (John C. Railly), Roxie consegue contratar Billy Flinn (Richard Gere), um renomado advogado de defesa de Chicago, para defendê-la e conseguir sua liberdade. Enquanto isso. Velma, ao ver que status nos manchetes está sendo esquecido, percebe que isso quer dizer que sua própria fama está sendo perdida, assim ela não poderia sair tão rápido da cadeia e nem tornaria a ser famosa, e para não perder isso tenta se aliar a Roxie (que no inicio havia humilhado) para não ser esquecida. Roxie e Velma não são nem de longe amigas no filme, elas estão apenas se importando com seus próprios interesses.
Eu não costumo exigir muito da história de musicais, porque acredito que eu acabaria me decepcionando. Mas ao ver o filme eu tive uma surpresa, sua história é muito interessante, e o modo como as músicas foram acrescentadas melhoram ainda mais o seu potencial.
Funciona basicamente da seguinte forma: Enquanto a cena se desenrola ou os pensamentos das personagens vão sendo mostrados, junto com essas partes vem um número musical, que é sempre apresentado em um palco, como uma peça ao vivo. Ou seja, nem sempre a música é exatamente real e sim um plano de fundo para a cena em questão.
Chicago possui uma trilha sonora maravilhosa, com músicas que realmente tiram o fôlego, só em alguns momentos tiveram músicas mais “mornas”, o que torna o filme um pouco cansativo em alguns momentos, e a voz do Richard Gere não contribuiu muito para tornar certas canções interessantes, mas ainda sim dou destaque a sua performance como controlador da marionete Roxie.
Minhas cenas favoritas? Eu destaco a cena com a música “Cell Block Tango”, com as garotas do presídio que também cometeram assassinato; o breve momento em que Lucy Liu aparece no filme como Kitty Baxter: e por fim o momento em que Hunyak (Ekaterina Chtchelkanova) é executada. Em fim, o filme é muito bom, e um musical com uma história aceitável, o que me surpreendeu ainda mais, por isso não posso deixar de recomendar este filme.
O ponto forte do filme é ver como sua trama se desenrola (ou se enrola, dependendo do ponto de vista), pois ele tem algumas reviravoltas, alguns problemas que os personagens têm que se esquivar. E o mais importante, o modo como as músicas se entrelaçam com as cenas torando algo simples um carro alegórico.

Veja aqui o trailer do filme:


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