segunda-feira, 23 de julho de 2012

Branca de Neve e o Caçador


Filme: Snow White And The Huntsman (Branca de Neve e o Caçador)
Ano: 2012
Diretor: Rupert Sanders
Roteiro: Evan Daugherty, baseado no conto de fadas “Branca de Neve”
Trilha Sonora: James Newton Howard e Florence + The Machine
Gênero: Ficção, Fantasia, Épico
Elenco: Kristen Stewart, Charlize Theron, Chris Hemsworth, Sam Claffin


Amor e ódio, uma linha tênue...” É isso que acontece quando se trata de fantasia, principalmente para mim, que sou um grande admirador do gênero. Mas por que eu acho isso? Apenas pelo fato de que uma boa história de fantasia é algo complicado de se escrever, e devo dizer que não foi muito diferente com Branca de Neve e o Caçador. Mas vamos falar sobre isso mais a frente.

A premissa: Em um belo dia de dor, sofrimento e agonia, um curioso exército escuro marchou até as portas do reino do Rei Magnus (Noah Huntley), e logo eles batalharam. Curiosamente o Rei Magnus venceu a batalha de forma muito rápida, mas antes de voltar para o castelo ele encontrou uma prisioneira entre os escombros. Fascinado por sua beleza, o Rei a levou consigo e tão rápido quanto podia, ele se casou com ela. Acontece que na verdade tudo era um plano, a prisioneira era a rainha inimiga que veio para tomar o trono do Rei, e ao assassina-lo na noite de núpcias, ela conseguiu o que queria. A tão ameaçadora Rainha Ravenna (tão belamente representada pela atriz Charlize Theron) estava agora no controle, levando todo o reino a ruína.
Totalmente obsecada com coisas que ninguém entenderia, Ravenna aprisionou a doce Branca de Neve (Kristen Stewart, julgada por ser tão Bella) em uma torre por muitos anos, fazendo com que todos acreditassem que ela estava morta. Mas como era de se esperar, Branca de Neve conseguiu fugir das garras de Ravenna, e agora o futuro de todo o povo está nas mãos dela. Será que Snow irá ganhar está guerra?
Agora vamos envenenar 127 minutos de nosso tempo...
Primeiramente eu tenho que dizer uma coisa: Eu gostei do filme, mesmo com seus defeitos absurdos ele é bom, não o melhor, mas é o tipo de filme para os fins de semana com amigos antes de uma boa xícara de café.
Vou começar pela atuação. O elenco é carismático, principalmente os anões, e é claro, Ravenna. É importante ressaltar uma questão: Muitas pessoas foram ver o filme e saíram criticando Kristen Stewart por ainda manter a feições impassíveis de Bella (Crepúsculo), já eu discordo dessa visão. Quando eu assisti o filme, eu decidi analisa-lo de uma perspectiva diferente, e principalmente não ser tão exigente com a Stewart, pois já havia visto outros filmes com a atriz e ela sempre teve aquela cara mesmo, e a verdade é que ela tentou durante tudo o filme sentir realmente a personagem Branca de Neve, e eu consegui ver esse esforço nela, por isso a Kristen ganhou pontos comigo, e em minha opinião ela é a grande estrela do filme inteiro.
A verdade é que o que matou o trabalho dos atores foram os diálogos. É um fato que boas frases, trocas de palavras, tudo isso muda um filme, e era para isso ter acontecido, mas infelizmente desta vez não deu. O que você vê são conversas infantis e bobinhas, discursos animadores totalmente sem animação e gritos sem sentido.
O figurino, esse era o ponto forte nas imagens, pois tudo foi muito bem escolhido, dando o devido contraste de claro/escuro (que muitas pessoas costumam classificar como sombrio). Com efeitos especiais aceitáveis (e por vezes desnecessários), o filme faz várias referências ao conto original, dentre outras influencias, como a presença da religião cristã no reino, como também o breve momento espiritual no Reino das Fadas.
Um problema que me incomodou em certos pontos foi a intensa polaridade em tudo no filme (e não estou me referindo a bem e mal ou claro e escuro). A direção de filmagem era muito estranha, em certos momentos o filme era um épico e do nada mudava para o estilo suspense, com direito a câmera suja e tremendo. Um detalhe, a trilha sonora acompanha a filmagem, mudando drasticamente de humor todo o tempo.
Branca de Neve e o Caçador é também um filme muito longo para uma história simples, poderia ter ficado menos cansativo. A verdade é que o filme é uma tentativa de retornar os épicos para o cinema, que já não aparece nas telonas a um tempinho, e acredito que eles fizeram um trabalho aceitável, mesmo com seus defeitos.
Mas porque o amor e ódio? Existe essa dualidade pelo fato da fantasia ser um tema muito famoso, e muita gente adora fantasia, mas se decepciona com o que encontra. E qual o motivo de insistir sempre nisso? Apenas por que no final todo mundo vai ver fantasia, falar sobre fantasia, ler sobre fantasia, assistir fantasia, criticar fantasia. Ela vai estar lá sempre, e você sempre irá parar para vê-la.
Veja trailer do filme:

2 comentários:

  1. Vale ressaltar, também, que em sua totalidade, com quase nenhuma excessão, as atuações masculinas foram um verdadeiro desastre! No longa, os atores ficaram completamente eclipsados pelas mulheres, que foram de fato as estrelas do filme.

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  2. Um fato... mais uma vez a polaridade presente no filme predomina! Porem vamos concordar que as falas para os atores masculinos não ajudavam em nada.

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