Ano:
2012
Diretor:
Rupert Sanders
Roteiro:
Evan Daugherty, baseado no conto de fadas “Branca de Neve”
Trilha Sonora: James Newton Howard e Florence + The Machine
Gênero:
Ficção, Fantasia, Épico
Elenco: Kristen Stewart, Charlize Theron, Chris Hemsworth, Sam Claffin
“Amor
e ódio, uma linha tênue...” É isso que acontece quando se trata de
fantasia, principalmente para mim, que sou um grande admirador do gênero. Mas
por que eu acho isso? Apenas pelo fato de que uma boa história de fantasia é
algo complicado de se escrever, e devo dizer que não foi muito diferente com Branca de Neve e o Caçador. Mas vamos
falar sobre isso mais a frente.
A premissa: Em um belo dia de dor,
sofrimento e agonia, um curioso exército escuro marchou até as portas do reino
do Rei Magnus (Noah Huntley), e logo eles batalharam. Curiosamente o Rei Magnus
venceu a batalha de forma muito rápida, mas antes de voltar para o castelo ele
encontrou uma prisioneira entre os escombros. Fascinado por sua beleza, o Rei a
levou consigo e tão rápido quanto podia, ele se casou com ela. Acontece que na
verdade tudo era um plano, a prisioneira era a rainha inimiga que veio para
tomar o trono do Rei, e ao assassina-lo na noite de núpcias, ela conseguiu o
que queria. A tão ameaçadora Rainha Ravenna (tão belamente representada pela
atriz Charlize Theron) estava agora no controle, levando todo o reino a ruína.
Totalmente obsecada com coisas que
ninguém entenderia, Ravenna aprisionou a doce Branca de Neve (Kristen Stewart,
julgada por ser tão Bella) em uma torre por muitos anos, fazendo com que todos
acreditassem que ela estava morta. Mas como era de se esperar, Branca de Neve
conseguiu fugir das garras de Ravenna, e agora o futuro de todo o povo está nas
mãos dela. Será que Snow irá ganhar está guerra?
Agora vamos envenenar 127 minutos de
nosso tempo...
Primeiramente eu tenho que dizer uma
coisa: Eu gostei do filme, mesmo com seus defeitos absurdos ele é bom, não o
melhor, mas é o tipo de filme para os fins de semana com amigos antes de uma
boa xícara de café.
Vou começar pela atuação. O elenco é
carismático, principalmente os anões, e é claro, Ravenna. É importante
ressaltar uma questão: Muitas pessoas foram ver o filme e saíram criticando
Kristen Stewart por ainda manter a feições impassíveis de Bella (Crepúsculo),
já eu discordo dessa visão. Quando eu assisti o filme, eu decidi analisa-lo de
uma perspectiva diferente, e principalmente não ser tão exigente com a Stewart,
pois já havia visto outros filmes com a atriz e ela sempre teve aquela cara
mesmo, e a verdade é que ela tentou durante tudo o filme sentir realmente a
personagem Branca de Neve, e eu consegui ver esse esforço nela, por isso a
Kristen ganhou pontos comigo, e em minha opinião ela é a grande estrela do
filme inteiro.
A verdade é que o que matou o trabalho
dos atores foram os diálogos. É um fato que boas frases, trocas de palavras,
tudo isso muda um filme, e era para isso ter acontecido, mas infelizmente desta
vez não deu. O que você vê são conversas infantis e bobinhas, discursos
animadores totalmente sem animação e gritos sem sentido.
O figurino, esse era o ponto forte nas
imagens, pois tudo foi muito bem escolhido, dando o devido contraste de
claro/escuro (que muitas pessoas costumam classificar como sombrio). Com efeitos
especiais aceitáveis (e por vezes desnecessários), o filme faz várias referências
ao conto original, dentre outras influencias, como a presença da religião
cristã no reino, como também o breve momento espiritual no Reino das Fadas.
Um problema que me incomodou em certos
pontos foi a intensa polaridade em tudo no filme (e não estou me referindo a
bem e mal ou claro e escuro). A direção de filmagem era muito estranha, em
certos momentos o filme era um épico e do nada mudava para o estilo suspense,
com direito a câmera suja e tremendo. Um detalhe, a trilha sonora acompanha a
filmagem, mudando drasticamente de humor todo o tempo.
Branca de Neve e o Caçador é também um
filme muito longo para uma história simples, poderia ter ficado menos
cansativo. A verdade é que o filme é uma tentativa de retornar os épicos para o
cinema, que já não aparece nas telonas a um tempinho, e acredito que eles
fizeram um trabalho aceitável, mesmo com seus defeitos.
Mas porque o amor e ódio? Existe essa dualidade pelo fato da fantasia ser um
tema muito famoso, e muita gente adora fantasia, mas se decepciona com o que
encontra. E qual o motivo de insistir sempre nisso? Apenas por que no final
todo mundo vai ver fantasia, falar sobre fantasia, ler sobre fantasia, assistir
fantasia, criticar fantasia. Ela vai estar lá sempre, e você sempre irá parar
para vê-la.
Veja trailer do filme:


Vale ressaltar, também, que em sua totalidade, com quase nenhuma excessão, as atuações masculinas foram um verdadeiro desastre! No longa, os atores ficaram completamente eclipsados pelas mulheres, que foram de fato as estrelas do filme.
ResponderExcluirUm fato... mais uma vez a polaridade presente no filme predomina! Porem vamos concordar que as falas para os atores masculinos não ajudavam em nada.
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